Análise geopolítica dos tensionamentos territoriais na Groenlândia e na Venezuela no contexto contemporâneo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53455/re.v7i.288

Palavras-chave:

geopolítica, território, Groenlândia, Venezuela

Resumo

Contexto: O presente texto tem como objetivo analisar, por meio da geopolítica crítica, os tensionamentos territoriais envolvendo os Estados Unidos e territórios vinculados à Dinamarca particularmente a Groenlândia no Ártico e a Venezuela na América do Sul, buscando compreender de que modo e com quais implicações geopolíticas tais espaços são construídos discursiva e estrategicamente como áreas de interesse diante de suas articulações com Rússia e China. Metodologia: O texto caracteriza-se como uma revisão de literatura centrada em autores clássicos e contemporâneos da geografia política e da geopolítica, bem como no levantamento de informações e dados publicados em jornais cujos discursos apresentam uma geopolítica imaginada. Resultados: A partir do levantamento bibliográfico, de informações e de dados, identificam-se manifestações de uma geopolítica voltada à recomposição da hegemonia norte-americana, com interesses que articulam conteúdos da geopolítica clássica e, sob a perspectiva do realismo ofensivo, construções de uma geopolítica imaginada. Trata-se de um artigo teórico-interpretativo fundamentado em casos empíricos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Thiago Oliveira Neto, Universidade Federal do Amazonas

Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da UFAM (PPGGEOG-UFAM).

Referências

Allin, D. H. (2026). From the Archives: Return to Greenland. Survival, 68(1), pp. 159-164, 2026.

Alves, P. de O.; Lira, J. O.; Batista, K. C. F. R. (2023). Erosão da democracia em face dos novos imperialismos. Revista de Ciências do Estado, 8(2), pp. 01-18.

Arístegui, C. M. (2025). La Doctrina Monroe 2.0 como estrategia de contención de EE. UU. para denegar espacios a China en Latinoamérica. In M. Ahumada, R. Basaure, & M. Benítez (Orgs.), Calidad de vida en China y América Latina y el Caribe: Economía verde y cambio climático (pp. 194–213). IDEA-USACH.

Bittencourt, P. V. Z. (2017). Política internacional, do pensamento realista à teoria neorrealista: O pensamento teórico de Hans Morgenthau e Kenneth Waltz em perspectiva comparada. Revista Intratextos, 8(1), 1–22.

Brigola, H. F. (2023). O Pensamento Geopolítico de Karl Haushofer. Geografia (Londrina) v. 32. n. 1, pp.49–60.

Castro de Jesus, A. B. de.; Oliveira Neto, T.; Silva, F. B. A. (2023). Breves reflexões sobre o triângulo geopolítico do lítio Sul-americano. Revista Geopolítica Transfronteiriça, v. 1, p. 01-16.

Combat, F. A. (2023). A historiografia sobre a guerra fria: reflexões críticas sobre o pensamento de John Lewis Gaddis. História: Debates e Tendências, v. 23, n. 3, p. 41-57.

Costa, W. M. da. (2015). O reerguimento da Rússia, os EUA/OTAN e a crise da Ucrânia: a Geopolítica da nova Ordem Mundial. Confins, n. 25, 2015.

Costa, W. M. da. (2025). A geopolítica do século XXI: ordem e desordem no sistema internacional. Rio de Janeiro: Consequência, 2025.

Dodds, K. (1993). Geopolitics, Cartography, and the State in South America, Political Geography 12/4 pp.361-81, see pp.361-2.

Dodds, K. (2025, February 21). Que veut Trump en Arctique ? Géopolitique des ambitions impériales au Groenland. Le Grand Continent.

https://legrandcontinent.eu/fr/2025/02/21/que-veut-trump-en-arctique-geopolitique-des-ambitions-imperiales-au-groenland/

Dodds, K.; Nuttall, M. (2017). Materialising Greenland within a critical arctic geopolitics. In: Greenland and the international politics of a changing Arctic. Routledge. p. 139-154. pp. 139-154.

Fabri, A. Q. (2004). A influência dos tratados financeiros no livre comércio-a concorrência e as economias em desenvolvimento. UNIJUS, p. 133-154.

Giblin, B. (2025a). Éditorial. Hérodote, (197), 3–5.

Glaser, C. L. (1997). The Security Dilemma Revisited. World Politics, v. 50, n. 1, 1997, p. 171–201.

Glaser, C. L. (2003). Structural Realism in a More Complex World. Review of International Studies, v. 29, p. 403–414.

Góes, G. S. (2018). Geopolitica mundial e America's Grand National Strategy: dialogos epistemologicos indissociaveis. Revista da EGN, v. 24, n. 3, p. 500-541.

Gregory, D. (1994). Geographical imaginations. Oxford: Blackwell.

Gricius, G. (2021). Conceptualising the Arctic as a Zone of Conflict. Central European Journal of International and Security Studies, (15)4, pp. 4-30.

Harley, B. (2009). Mapas, saber e poder. Confins, v. 5, p. 2-24.

Haushofer, K. (1931). Geopolitik der Pan-Ideen. Zeitschrift für Geopolitik, v. 6, 1931.

Hepple, L. W. Lewis Tambs, Latin American geopolitics and the American new right. School of Geographical Sciences, University of Bristol, 2011.

Léon, L. P. (2025, 5 de dezembro). EUA reafirmam “proeminência” na América Latina em recado à China. Agência Brasil. https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-12/eua-afirmam-proeminencia-na-america-latina-em-recado-china.

Lobell, S. E. (2010). Structural realism: Offensive and defensive realism. In Oxford Research Encyclopedia of International Studies. Oxford University Press.

Lucht, H. (2025). Trump, Greenland and fear of freedom. Anthropology Today, 41(6), pp. 1-3, 2025.

Mesa, J. O. L. de. (2025). El Caribe: de paraíso tropical a zona de tensiones geopolíticas. Revista de Relaciones Internacionales, Estrategia y Seguridad, v. 20, n. 2, p. 7-14.

Ó Tuathail, G. Ó. (1996). Critical geopolitics: The politics of writing global space. University of Minnesota Press.

Ó Tuathail, G., & Agnew, J. (1992). Geopolitics and discourse: Practical geopolitical reasoning in American foreign policy. Political Geography, 11(2), 190–204. https://doi.org/10.1016/0962-6298(92)90048-X

Oliveira Neto, T. (2019). Os dois triângulos geopolíticos na América Latina. Revista Geopolítica Transfronteiriça, v. 1, p. 1-25.

Pfrimer, M. H. (2011). Heartland Sul-americano? Dos discursos geopolíticos à territorialização de um novo triângulo estratégico boliviano. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 15, n. 1, p. 131–144,.

Qi, X.; Zhou, Y.; Li, Z.; Zhao, M.; Zhang, Q. (2024). Environmental impacts of Arctic shipping activities: A review. Ocean & Coastal Management, v. 240, p. 1–17, 2024. DOI: 10.1016/j.ocecoaman.2023.107017.

Roucek, J. S. (1951). The geopolitics of Greenland. Journal of Geography, v. 50, n. 6, p. 239-246.

Santos, M. (2004). A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4ª ed. São Paulo: EDUSP.

Shimabukuro, A. (2005). A política de segurança dos Estados Unidos no pós-Guerra Fria (Dissertação de mestrado em Relações Internacionais). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP.

Tambs, L. A. (1965). Geopolitical factors in Latin America. In Latin America: Politics, economics, and hemispheric security. Frederick A. Praeger Publishers.

Tambs, L. A. (1979). Como o Brasil joga o xadrez geopolítico. A Defesa Nacional, 66(686), 135–148.

Tambs, L. A. (1980). Influência da geopolítica na política e na estratégia das grandes potências. A Defesa Nacional, 67(690), 127–156.

Teixeira, C. G. P. (2014). Uma política para o continente-reinterpretando a Doutrina Monroe. Revista Brasileira de Política Internacional, v. 57, p. 115-132.

Travassos, M. (1935). Projeção Continental do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

UOL. (2026, 4 de janeiro). Por que petróleo da Venezuela é diferente do americano e afeta o diesel. UOL Economia. https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/01/04/petroleo-venezuelano-por-que-ele-e-diferente-do-americano-e-afeta-o-diesel.htm

Downloads

Publicado

29-03-2026

Como Citar

Oliveira Neto, T. (2026). Análise geopolítica dos tensionamentos territoriais na Groenlândia e na Venezuela no contexto contemporâneo . Estrabão, 7, 67–84. https://doi.org/10.53455/re.v7i.288

Edição

Seção

Artigos