A extensão universitária como ferramenta formativa nos eixos transversais da formação médica

Reflexões a partir da educação ambiental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53455/re.v7i.277

Palavras-chave:

Formação Médica, Educação em Saúde Ambiental, Extensão Comunitária

Resumo

Contexto: A formação médica no Brasil enfrenta o desafio de promover uma educação integral, humanista e socialmente comprometida. Nesse cenário, a extensão universitária surge como uma estratégia formativa potente ao articular ensino, pesquisa e ação comunitária em cenários reais do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para uma prática médica crítica e transformadora. Métodos: Trata-se de um ensaio reflexivo de abordagem qualitativa, fundamentado na análise crítica de legislações, diretrizes curriculares e políticas públicas, bem como de literatura científica recente sobre formação médica, humanização do cuidado e práticas extensionistas, com ênfase na Educação Ambiental como eixo transversal. Resultados:  As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de 2014 e a Resolução nº 7/2018 destacam a  obrigatoriedade da extensão na graduação, enquanto a Lei nº 9.795/1999 reconhece a Educação Ambiental como direito universal. Apesar disso, ainda são limitadas as diretrizes práticas para sua efetiva inserção nos currículos médicos. A incorporação da Educação Ambiental permite relacionar fatores como saneamento, poluição e vetores ambientais à promoção da saúde, exigindo um olhar ampliado por parte dos futuros médicos. Considerações finais:  As práticas extensionistas favorecem o desenvolvimento de competências voltadas à atuação crítica, ética e sensível às realidades socioambientais. A inserção estruturada da extensão e da Educação Ambiental na formação médica amplia a compreensão sobre os determinantes da saúde, fortalece o compromisso social e contribui para uma atenção integral à saúde, mais humana e sustentável, elementos essenciais diante dos desafios contemporâneos da prática médica no Brasil.

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Biografia do Autor

Rosane Paula Nierotka, Universidade Federal da Fronteira Sul

Graduada em fisioterapia pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - Unochapecó (2011). Pós-graduada em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS (2012). Pós-graduada em Fisioterapia Pélvica: Uroginecologia Funcional pela Faculdade Inspirar (2017). Mestre em Envelhecimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo - UPF (2014). Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - PPGCS (2022). Atuou como fisioterapeuta no NASF na prefeitura de Erval Grande e como fisioterapeuta pélvica e obstétrica em clínica particular. Atuou como pesquisadora e docente no curso de fisioterapia da Unochapecó. Atualmente é docente adjunta do curso de medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). É líder do Grupo de pesquisa, ensino e extensão em Saúde Coletiva (UFFS), ainda participa do Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares sobre Saúde, Mulher e Gênero (UFFS). Estuda temáticas relativas a Saúde Coletiva, Envelhecimento Humano e Saúde da Mulher.

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Publicado

17-01-2026

Como Citar

Nierotka, R., Martins, B., Almeida Dias, A., Wildner, G., Ribeiro, L., Pereira, S., … Friestino, J. (2026). A extensão universitária como ferramenta formativa nos eixos transversais da formação médica: Reflexões a partir da educação ambiental. Estrabão, 7, 28–39. https://doi.org/10.53455/re.v7i.277

Edição

Seção

Comunicação de Pesquisa