Tendência das taxas de homicídio em Santa Catarina por microrregiões: 1996 a 2019
DOI:
https://doi.org/10.53455/re.v3i.22Palavras-chave:
homicídio, análise espaço-temporal, saúde pública, violênciaResumo
Contexto: O homicídio é um problema de segurança e de saúde pública. O objetivo desse trabalho foi avaliar as tendências das taxas de homicídio por microrregiões no estado de Santa Catarina. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais. Os dados foram coletados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde e pelo Censo Nacional. Foi utilizada a técnica de regressão linear segmentada, para estimar as variações percentuais anuais (VPA) com intervalo de confiança de 95% e possíveis pontos de inflexão pelo software joinpoint. Resultados: no período estudado ocorreram 16408 homicídios em Santa Catarina, correspondente a uma taxa de 11,3 casos por 100 mil habitantes. De 2003 a 2017 houve tendência de aumento do homicídio com VPA de +1,28. As microrregiões a seguir apresentaram tendência de aumento em mais da metade do período de estudo: Araranguá, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Itajaí - Ituporanga - Tijucas, Tabuleiro. Em oposição, as microrregiões de Florianópolis, Curitibanos, Canoinhas apresentaram tendência de diminuição; as demais mantiveram-se estáveis. Conclusões: 38,9% das áreas de estudo apresentaram tendência de aumento das taxas de homicídio, 16,7% apresentaram tendência de diminuição e 44,4% permaneceram estáveis.
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