Ponte estaiada ou trincheira: qual a melhor solução sob a ótica da gestão pública para Curitiba (Paraná)?
DOI:
https://doi.org/10.53455/re.v3i.20Palavras-chave:
Ponte estaiada, Trincheira, Mobilidade urbana, Estética turistaResumo
Contexto: A crise da mobilidade urbana está cada vez mais presente na rotina das grandes cidades brasileiras, e dentro desse tema, realizou-se uma pesquisa ex post facto, analisando a obra executada na Avenida das Torres (Curitiba - PR), cuja finalidade era melhorar o tráfego entre o centro da capital para o aeroporto (São Jose dos Pinhais). Para tal obra, foi construída uma ponte estaiada e uma trincheira ao longo da avenida, objetos de análise do presente estudo. Método: Realizou-se uma comparação entre dois tipos de construção. Assim, norteou-se a seguinte questão: qual seria o melhor custo benefício para a Gestão Pública? Viadutos e trincheiras promovem maior fluidez ao tráfego motorizado em ambientes urbanos em comparação às pontes estaiadas que, apesar da mesma função, geralmente são utilizadas para superar grandes distâncias, como em rios, que necessitam espaço para passagem de embarcações; podendo também ser utilizadas em espaços mais curtos, elevando muito o seu custo. Resultados: Ao final da coleta de dados, verificou-se a grande disparidade orçamentária entre as duas obras referenciadas, onde o viaduto Estaiado custou quase nove vezes mais que a trincheira da Rua Guabirotuba, confirmando a hipótese levantada.
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