Paisagem e formação docente
Análise do projeto Educação pela Paisagem
DOI:
https://doi.org/10.53455/re.v7i.284Palavras-chave:
Ensino de Geografia, Formação Docente, Educação pela Paisagem, Obstáculos EpistemológicosResumo
Contexto: Este artigo analisa como a categoria paisagem foi didaticamente mediada nas atividades desenvolvidas no projeto Educação pela Paisagem, investigando em que medida essas mediações articularam sensibilidade, interpretação e problematização espacial, bem como suas implicações epistemológicas e pedagógicas para o ensino de Geografia na escola básica. Métodos: A pesquisa, de caráter qualitativo e interpretativo, baseia-se na análise de produções didáticas elaboradas por professores e desenvolvidas junto aos estudantes ao longo do ano letivo, como textos, desenhos e narrativas visuais. Resultados: Os resultados indicam deslocamentos relevantes de abordagens predominantemente descritivas para leituras mais relacionais e contextualizadas da paisagem, ao mesmo tempo em que evidenciam a persistência de obstáculos epistemológicos, especialmente associados a concepções naturalizadas, estetizantes ou fragmentadas do espaço. Observam-se avanços na articulação entre forma, função e significado, embora permaneçam limites quanto à explicitação da historicidade, dos conflitos e das relações de poder inscritos na paisagem. Conclui-se que o percurso didático analisado opera como um dispositivo potente de mediação pedagógica, mas cujo potencial explicativo e crítico depende de uma formação docente capaz de enfrentar explicitamente tais obstáculos e de promover a reelaboração reflexiva das práticas educativas.
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