CARACTERIZAÇÃO DAS JANELAS DE
OPORTUNIDADE NAS CONDIÇÕES DE
TEMPO E MAR PARA OPERAÇÃO DAS
FROTAS PESQUEIRAS INDUSTRIAIS DO
SUL DO BRASIL
Estrabão Vol(3):142 –145
©The Author(s) 2022
Reprints and permission:
DOI: 10.53455/re.v3i.62
Manuela Luiza de Andrade Camisão
1
, Patricia Sfair Sunye
2
and Thiago Pereira Alves
1
Resumo
As frotas pesqueiras industriais atuantes no sul do Brasil possuem diferentes áreas de atuação, métodos de captura
e espécies-alvo. No entanto, todas possuem limitações de operação de pesca e segurança associadas às condições
de tempo e mar, e que estão associadas à eficiência econômica da atividade. Neste estudo, temos o objetivo de
definir as condições de tempo e mar ideais para a operação de pesca de cada frota, caracterizando assim “janelas de
oportunidade”. As janelas serão caracterizadas e determinadas a partir de entrevistas semiestruturadas com mestres
e armadores. Após a caracterização das janelas de captura será iniciada a etapa de validação. Nesta etapa, será
investigado se as respectivas frotas operaram durante os dias em que as janelas de oportunidade para sua modalidade
foram observadas. Como produto técnico e tecnológico, o projeto visa a disponibilização das informações, mediante
boletins de previsão dessas janelas de oportunidade. A disponibilização desses boletins tem o intuito de contribuir
na otimização do esforço de pesca dessas frotas e, consequentemente, no aumento da eficiência econômica das
operações de pesca.
Palavras-chave
Pesca industrial, janelas de oportunidade, condições de tempo, mar
Introdução
A captura comercial de organismos aquáticos, no Brasil, é
realizada através da pesca artesanal e industrial. A pesca
industrial é a do tipo empresarial, realizada com embarcações
motorizadas e de grande porte. Possui grande capacidade
produtiva, atuação em áreas distantes da costa e autonomia
de navegação (GIULIETTI ; ASSUMPÇÃO,1995). Os
ambientes costeiros e oceânicos ao longo do litoral
de Santa Catarina e Rio Grande do Sul possuem um
dos maiores potenciais pesqueiros da costa brasileira
(PEZZUTO; BENINCÁ, 2015). A ampla largura da
plataforma associada ao aporte de nutrientes provenientes
das descargas continentais e de correntes frias de origem
subantártica são responsáveis pela abundância de recursos
pesqueiros na região (Seeliger, 1998). A maior parte da
pesca industrial brasileira está concentrada nesta região e
opera, eventualmente, com algumas restrições batimétricas
dependendo da licença específica, atuando sobre estoques
demersais e pelágicos, com uma grande variedade de tipos de
embarcações e petrechos de pesca (PEZZUTO; BENINCÁ,
2015).
Em Santa Catarina, Itajaí e Navegantes representam
o maior pólo da pesca industrial no estado ( ; PETROBRAS,
2020) (Univali/Cttmar, 2003). Os municípios de Laguna e
Porto Belo também são pontos importantes de desembarques
da pesca industrial em Santa Catarina, porém menos rep-
resentativos (PETROBRAS, 2020). Os recursos pesqueiros
presentes em uma captura dependem da arte de pesca
empregada e da vulnerabilidade das espécies aos petrechos
utilizados (CASTELLO; KRUG, 2015). Dez tipologias de
aparelho de pesca foram registradas nas descargas da frota
industrial em Santa Catarina, dentre elas, as frotas de cerco,
emalhe, arrasto de parelha, vara e isca-viva e arrasto duplo
representaram, respectivamente, as maiores contribuições
na produção do triênio 2017-2019. O cerco (traineiras) foi
responsável por 44,4% da produção (87 mil toneladas) e
o emalhe 15,2% (30 mil toneladas). As modalidades de
arrasto de parelha, vara e isca-viva e arrasto duplo vieram
na sequência, representando cerca de 10% da produção
industrial acumulada no período (PETROBRAS, 2020).
As descargas pela frota industrial, registradas em
Santa Catarina, totalizaram 66.478,51 toneladas em 2017,
68.609,44 toneladas em 2018 e 62.344,34 toneladas em
2019. Juntos, os municípios de Itajaí e Navegantes
1 Instituto Federal de Santa Catarina, Itajaí, Santa Catarina, Brasil
2Doutora em Oceanografia Biológica Patricia Sunye, Universidade do
Estado de Santa Catarina (UDESC), Laguna, Santa Catarina, Itajaí,
Santa Catarina
Emails: patricia.sunye@udesc.br (Patricia Sfair Sunye),
thiago.alves@ifsc.edu.br (Thiago Pereira Alves)
Corresponding author:
Manuela Luiza de Andrade Camisão, Instituto Federal de Santa
Catarina, Itajaí, Santa Catarina, Brasil
Email: manuelacamisao@gmail.com
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Estrabão (3) 2022
foram responsáveis por 95% da produção industrial de
Santa Catarina, no período de 2017 a 2019, refletindo a
grande concentração das descargas nesse polo pesqueiro
(PETROBRAS, 2020). A sardinha é um dos principais
recursos pesqueiros marinhos do Brasil, sua captura alimenta
a indústria de enlatados, seja como matéria prima (enlatados
de sardinha), ou de forma indireta, quando utilizada na
captura do atum (bonito-listrado) pela frota de vara e isca-
viva (CERGOLE ; DIAS-NETO, 2011). Em Santa Catarina,
a sardinha foi a espécie mais capturada no triênio 2017-2019.
A sardinha-verdadeira e a sardinha-lage, representaram,
respectivamente, 33,5 e 31,6 mil toneladas acumuladas das
descargas da pesca industrial no estado. Em terceiro e
quarto lugar, a corvina e o bonito-listrado representaram,
respectivamente, 29,8 e 21,5 mil toneladas.Juntas, essas
quatro categorias responderam por cerca de 60% das
descargas da pesca industrial (PETROBRAS, 2020).
O clima interfere de muitas formas na atividade de
pesca. Estudos sobre os efeitos do clima nos estoques
pesqueiros brasileiros envolvem dois recursos principais, a
sardinha Sardinella brasiliensis (SUNYE; SERVAIN, 1998,
PAIVA; MOTTA 1999) e a tainha Mugil liza (VIEIRA;
SCALABRINI, 1991). O impacto que uma condição
meteorológica pode gerar depende de sua severidade e na
sensibilidade de uma determinada atividade ou operação a
essa condição. Na pesca, fenômenos meteorológicos podem
tornar a navegação e as as atividades mais difíceis e
perigosas (Wmo, 2018). Informações sobre mudanças na
velocidade e direção do vento ao longo do dia para a área
para qual estão navegando ou operando o vento são muito
importantes para os pescadores. Os ventos podem exercer
uma força considerável sobre as embarcações e petrechos e
podem criar condições de trabalho perigosas. As ondas são
geralmente o segundo elemento mais importante depois do
vento. Ondas de vento têm efeitos significativos no avanço
das embarcações, na rapidez com que os peixes podem ser
encontrados e capturados e na produtividade das operações.
Mudanças rápidas nas condições de ondulação representam
riscos diretos para a integridade estrutural da embarcação,
riscos para a estabilidade e operações de convés devido a
despreparo da tripulação (Wmo, 2018).
No sul do Brasil, predomina o clima subtropical úmido,
onde as massas de ar tropicais marítimas (MTM), úmidas
e instáveis alcançam as costas e movem-se para seu
interior carregando calor e umidade ao longo das frentes
quentes e frias, onde o ar tropical encontra o ar polar. A
precipitação é abundante durante todo o ano, mas atinge
seus maiores valores no verão (MENDONÇA; DANNI-
OLIVEIRA, 2007). Para Ayoade (1996), sistemas produtores
de tempo são sistemas de circulação acompanhados por
padrões e tipos característicos de tempo. Eles causam
variações diárias e semanais no tempo e são muitas vezes
mencionados como sendo perturbações atmosféricas ou
meteorológicas. O autor Machado (2019) definiu as frentes
frias e os ciclones como sistemas meteorológicos causadores
de tempestades e ventos fortes. Segundo o autor, esses
sistemas interferem diretamente nas condições de agitação
do mar.
Segundo Fulsas (2007), a atual previsão do tempo para
a pesca é uma ferramenta muito importante para atividade
e foi o resultado de um longo processo que envolveu
meteorologistas e pescadores. Ainda segundo o autor, a
principal diferença entre o conhecimento do tempo leigo
e o profissional é a diferença na extensão das redes e,
como consequência, a capacidade de manipular escala e
distância. Para Ayoade (1996), o planejamento dos recursos
climáticos envolve o uso racional dos efeitos benéficos do
tempo e do clima e a prevenção, eliminação e minimização
dos efeitos maléficos. Neste estudo, temos o objetivo de
definir as condições de tempo e mar ideais para a operação
de pesca denominada, “janelas de oportunidade”, para cada
frota pesqueira atuante na região sul do Brasil.
Revisão bibliográfica
Onde e quando ir pescar tem sido questionado desde que
as pessoas começaram a pescar. A diferença nas capturas
quando as decisões certas e erradas são feitas pode ser
enorme (HART E REYNOLDS, 2004). Informações sobre
o tempo podem contribuir para a redução de custos das
atividades de pesca. Em 1999 a EPAGRI - Empresa de
Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina -
desenvolveu o Projeto METEOPESCA, que foi implantado
em maio de 2000. O objetivo do projeto era aumentar a
segurança dos pescadores (artesanais e industriais) durante
as operações de pesca, para isso, foram formulados e
boletins de previsão de tempo que foram repassados através
de bases de radiocomunicação costeiras. Após o envio
destas informações em forma de boletim, operadores de
rádio coletavam informações de posição e condições de
tempo com cerca de 15 embarcações situadas entre o Chuí
e Paranaguá. Informações como esta, são valiosas para
melhorar e aprimorar a previsão de tempo clima, em estudos
sobre mudanças climáticas, na compreensão da interação
entre o oceano e a atmosfera, na calibração de imagens de
satélite, entre outros (LIMA; SUNYE; VIEIRA, 2009).
Segundo Coppini (2017) sem informações adequadas
sobre as condições meteorológicas e oceanográficas, os
pescadores possuem capacidade limitada de resposta e
planejamento, o que pode ocasionar na perda de vidas,
desastres ambientais e danos para a economia, sociedade
e ecossistemas. Pescadores entrevistados pelo projeto
METEOPESCA, relataram que a previsão implica numa
redução de custos entre 10 - 30% por viagem. Ainda segundo
a coleta de informações do projeto, a organização das
viagens em função da previsão do tempo permite que os
pescadores tomem decisões mais assertivas quanto ao local
de captura, tempo de navegação, tipo de arte de pesca e
espécie alvo (LIMA; SUNYE; VIEIRA, 2009) destacando
a importância da previsão do tempo na tomada de decisão
desses profissionais. A Epagri/Ciram ainda disponibiliza
para a região sul (Chuí a Paranaguá), diariamente, a previsão
para a navegação e pesca para 5 dias (EPAGRI/CIRAM,
2021). Também encontra-se disponível o "Boletim ao
Mar", o novo aplicativo desenvolvido em parceria entre a
Marinha do Brasil e o Instituto Rumo ao Mar - RUMAR
(MARINHA DO BRASIL, c2021). Com relação aos
boletins de tempo disponibilizados pelo METEOPESCA,
os dados de superfície eram provenientes da rede de
estações costeiras do estado de Santa Catarina e do Rio
Grande do Sul ( ; LIMA; SUNYE; VIEIRA, 2009) (Sunye,
Vieira, Pacheco, & Kinceler, 2007), disponibilizando veis
Camisão, Sunye and Alves
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de alerta (associados a diferentes cores) relacionados à
velocidade do vento. O primeiro nível de alerta corresponde
a ventos entre 40 e 50 km/h, que dificultam as operações
de pesca; o segundo nível, ventos entre 50 e 60km/h, que
dificultam a navegação; o terceiro nível, entre 60 e 70km/h,
indica as áreas a serem evitadas e o fechamento de portos e
barras de acesso; e o quarto nível, ventos acima de 70 km/h,
áreas com alerta máximo (LIMA; SUNYE; VIEIRA, 2009).
Embora a diversidade de artes de pesca seja interessante
em si , mais surpreendente é a inovação contínua em
forma e eficiência. As principais artes de pesca têm
embarcações, petrechos e métodos de operação distintos. As
redes de cerco capturam os cardumes de peixes cercando-
os com uma enorme rede. As redes de arrasto filtram
as massas de água em uma velocidade mais alta que a
natação sustentável do peixe. Já a captura de espinhel atrai
os peixes com as iscas e as redes de emalhar formam
paredes de rede invisíveis nas quais os peixes nadam e
ficam emaranhados (HART E REYNOLDS, 2004). No
método de vara e isca-viva, a viagem de pesca pode
ser dividida em duas etapas: uma dedicada à captura
de isca-viva, e outra direcionada à captura das espécies-
alvo (MADUREIRA; MONTEIRO-NETO, 2020). Apesar
de utilizarem diferentes métodos de captura, todas as frotas
estão suscetíveis às condições de tempo e mar. Por isso,
a consciência situacional do mar (SSA) em termos da
disseminação adequada de dados ambientais marinhos para
usuários e partes interessadas é estrategicamente importante
para a segurança e gestão financeira da atividade pesqueira
de todas as diferentes frotas (LIMA; SUNYE; VIEIRA,
2009 ; ) (Coppini, 2017). O estabelecimento da confiança
nas previsões meteorológicas parece ter sido um processo
gradual, com três fatores cruciais: as previsões tornaram-
se acessíveis, eram considerados confiáveis e os usuários
alimentaram expectativas realistas sobre como elas poderiam
ser usadas (Fulsas, 2007). Pinardi et al. (2017), revisou
em seu estudo, o desenvolvimento histórico de conceitos e
práticas na ciência de previsão para os oceanos. Segundo
os autores, as previsões permitem a verificação da "teoria"
da atmosfera e do oceano por observação do mundo natural.
Para o oceano, este passo fundamental no conhecimento não
ocorreu até a década de 1980. A pesca é uma das atividades
beneficiadas com previsões regulares para os oceanos.
Condições adversas de tempo podem, além de comprom-
eter a segurança da tripulação e elevar custos, dificultar as
operações de pesca (Coppini, 2017). Tupper (apud Yaakob
e Chau, 2005), listou os motivos mais frequentes citados
pelos pescadores da Nova Inglaterra para o encerramento
das atividades de pesca. Segundo os pescadores, as artes
perdem a capacidade de pescar, a embarcação não consegue
permanecer engatada e a tripulação sofre com a exaustão ao
tentar lutar contra o movimento da embarcação. Espera-se,
que métodos de pesca distintos, sejam também afetados de
maneira distinta pelas condições adversas de tempo e mar.
O efeito dos movimentos do barco na eficiência das artes de
pesca foi quantificado por Enerhauget et al (apud Yaakob e
Chau, 2005), em seu trabalho, os autores demonstraram que
os movimentos verticais da embarcação afetam o avanço das
portas da rede de arrasto e produzem o movimento vertical
das portas, fazendo com que elas percam o contato com
o fundo. Isso causa efeitos adversos na eficiência da pesca
de arrasto. Segundo Hart e Reynolds (2004) as artes de
pesca passivas, como redes de emalhe são mais vulneráveis
a danos causados pelo mau tempo devido ao longo período
necessário para a pesca. Yaakob e Chau (2005) concluíram
em seu estudo, que condições adversas (ondas e ventos)
durante as monções na Península da Malásia foram respon-
sáveis pela redução significativa de captura durante esses
períodos. Conhecer e prever situações como estas é essencial
para a gestão da atividade.
A janela de oportunidade (windows of opportunity) é
conceituada como um curto período de tempo dentro do
qual alguma ação pode ser realizada para atingir um
resultado desejado. O conceito é utilizado em diversas áreas,
política (REARDON;MARDEN, 2018) gestão empresarial
(SHEPHERD; ZACHARAKIS, 2018), e até mesmo na
medicina, Andersen (2003). Em alguns casos, é possível
planejar e antecipar as janelas de oportunidade e, em seguida,
agir de acordo quando a janela for aberta. Na pesca,
condições de tempo e mar podem caracterizar “janelas de
oportunidades” para a atividade e estão intimamente ligadas
à eficiência econômica da atividade. Para Perez, Lucato,
Andrade, & M Pezzuto, and Rodrigues-Ribeiro (1998)
as capturas industriais descarregadas no porto de Itajaí são
importantes e representativas para os estudos da dinâmica
dos estoques em uma vasta parcela da plataforma continental
do Sudeste e Sul. Além disso, a grande variedade de frotas
que descarregam na região (PETROBRAS, 2020), fazem
deste, o local ideal para estudos sobre o caracterização
da frotas e do seu comportamento diante de diferentes
condições de tempo e mar.
Metodologia
Para a caracterização das janelas de oportunidade (condições
de tempo e mar ideais para pescar) serão realizadas
entrevistas semiestruturadas com mestres e armadores
representantes das cinco frotas (cerco, emalhe de fundo,
arrasto, vara e isca-viva e espinhel) que descarregam no
Porto de Itajaí. A entrevista semiestruturada possui maior
flexibilidade (BOTELHO ; CRUZ, 2013), como nosso estudo
aborda um tema pouco explorado, este tipo de entrevista
possibilita adaptações e um aporte maior de informações.
As entrevistas serão realizadas no momento do desembarque
seguindo a metodologia estabelecida por Perez et al. (1998)
e também utilizada por Petrobras (2020), com a adição
de questionamentos relacionados à relação “operação de
pesca/condições de tempo e mar”.
A caracterização das frotas está sendo realizada através
de revisão bibliográfica e poderá ser complementada com
dados coletados através das entrevistas. Para a validação
será efetuado um cadastro com uma parte representativa
de embarcações de cada frota e mantido um canal de
comunicação, mediante acordo com armador e mestres, para
o acompanhamento de suas viagens durante um período
determinado. A comunicação tem o intuito de identificar
se foi possível a operação de pesca, ou não, durante
as janelas caracterizadas pela etapa anterior. Os dados
observados serão obtidos através de estações convencionais e
automáticas da região costeira disponibilizados pelo INMET,
documentos de Síntese Sinótica Mensal do CPTEC/INPE
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Estrabão (3) 2022
(mediante solicitação) e boletins de alerta pela MARINHA
e EPAGRI/CIRAM.
Resultados esperados
Contribuir com a gestão da atividade pesqueira industrial a
partir da caracterização das “janelas de oportunidade” para as
cinco principais frotas da pesca industrial que descarregam
no Porto de Itajaí. De forma mais específica, descrever
as áreas de atuação, a operação de pesca das diferentes
modalidades e caracterizar as condições meteorológicas e
oceanográficas que formam as janelas de oportunidade para
as frotas de arrasto, cerco, emalhe de fundo, espinhel e vara
e isca-viva.
Como produto técnico e tecnológico, o projeto visa
a disponibilização das informações, mediante boletins de
previsão dessas janelas de oportunidade. A disponibilização
desses boletins tem o intuito de contribuir na otimização
do esforço de pesca dessas frotas e, consequentemente, no
aumento da eficiência econômica das operações de pesca.
Acreditamos também, que a determinação dessas janelas
de captura auxilie na análise dos múltiplos fatores que
interferem na dinâmica da produção pesqueira na região sul
do Brasil.
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Author Biographies
Manuela Luiza de Andrade Camisão Camisão Mestranda do
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu - Mestrado em Clima
e Ambiente pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)
Patricia Sfair Sunye Professora do Centro de Educação Superior
da Região Sul (Ceres) Universidade do Estado de Santa Catarina
(UDESC); Laguna, Santa Catarina;
Thiago Pereira Alves Doutor em Sistemas Costeiros e Oceânicos;
Professor titular e orientador do Programa de Pós-Graduação
Stricto Sensu - Mestrado em Clima e Ambiente; Instituto Federal
de Santa Catarina (IFSC); Itajaí, Santa Catarina